O que é o Natal? Não se engane!

O que é o Natal? Não se engane!
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O Natal deveria ser uma época de alegria, de autodoação, de amor. Uma época em que as pessoas pensassem em ser boas, ajudar os outros, serem mais gratas. Entretanto o “natal” que o mundo celebra está distante desses valores. Por quê? O comércio, a cada ano, investe mais no costume de presentear uns aos outros com o objetivo de aumentar sua lucratividade. O comer e beber ocuparam o lugar da piedade, da reflexão pessoal e do amor fraternal e cristão. Por fim, para deturpar mais essa festa, temos uma celebração que perdeu sua identidade cristã e bíblica ao misturar-se com diversos elementos pagãos a sua comemoração.

Segundo fontes históricas, a primeira celebração de uma festa natalina foi em Roma no ano 336 d.C. Vários papas oficializaram a data de 25 de dezembro, mas historicamente o papa Leão I foi o que mais reforçou essa data por ocasião do Concílio de Constantinopla em 440. Por que foi escolhida essa data? Com a conversão do Império Romano ao cristianismo em 313, na figura do Imperador Constantino, a Igreja passou por uma dura mudança e paganização ao absorver diversos costumes e práticas não cristãs. Adotou-se, então, o dia 25 de dezembro como nascimento e aniversário de JESUS. Nesse dia, celebrava-se a festividade romana de culto ao “nascimento do deus sol invencível”, Natalis Invistis Solis, o solstício de inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro e era um período conhecido pela alegria e troca de presentes. Nessa data, comemorava-se, também, o nascimento do misterioso deus persa Mitra, o “Sol da Virtude”, regada com orgias e bebidas.

Nota-se aí um grande engano e uma mistura que, como crentes, não precisamos perpetuar. O nascimento de JESUS não ocorreu no mês de dezembro. O nono mês judaico, Quisleu, frio e chuvoso, corresponde aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano. O mês seguinte é Tevet no qual ocorrem as temperaturas mais baixas do ano com nevadas ocasionais. Essa verdade é confirmada pelos profetas Esdras e Jeremias que afirmavam o frio dessa época (Esdras 10:9,13a e Jeremias 36:22). Portanto é impossível que a passagem de Lucas 2:8, que fala de “pastores que estavam no campo e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho”, seja uma cena ocorrida em dezembro. Além disso, JESUS foi morto com aproximadamente trinta e três anos e meio, entre 22 de março e 25 de abril, e torna a data de seu nascimento incompatível para o final de dezembro.

No que tange à mistura de símbolos pagãos ao Natal, cabe-nos lembrar do princípio e conselho divino através do profeta Oséias: “meu povo é destruído por falta de conhecimento” (4:6). Infelizmente, a chamada igreja evangélica no Brasil tem permitido a verdadeira fé ser destruída pelo fato de ignorar as bases da fé cristã e misturar seu culto a símbolos não cristãos. É triste ver crentes em JESUS CRISTO vestir o gorro do papai Noel com muita alegria e bater fotos sorridentes ao lado do São Nicolau. É estranho ver crentes em JESUS CRISTO enfeitarem suas casas com símbolos natalinos que resgatam as práticas dos cultos pagãos. É extremamente preocupante e antibíblico ver igrejas decorarem seus púlpitos com árvores de Natal e incentivarem seus membros a terem as mesmas práticas de celebração. Um crente que age assim está, no mínimo, concordando em celebrar o “Natal idólatra do Noel”. Concorda com o erro e torna-se um participante de um culto no qual JESUS não é o centro da adoração. Um crente assim, com certeza, é um “aborrecedor de DEUS” (Romanos 1:30). Peca não somente por fazer, mas também por consentir com os que fazem (Romanos 1:32).  A verdade é que quem conhece o Verdadeiro Evangelho diz NÃO a todo o engano proposto pelo inimigo para contaminar e minar a fé em CRISTO.

Outro ponto importante a ser considerado é uma pergunta: JESUS ensinou a sua Igreja a festejar seu nascimento? O Novo Testamento recomenda essa festa? A resposta certa é: JESUS ordenou a seus discípulos a celebrarem a ceia e não o seu dia natalício. Mateus 26:26 a 28 relata-nos: “E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados”. Perceba que a ênfase de JESUS foi que a sua Igreja pregasse sobre sua obra substitutiva na cruz, ou seja, vida, morte, sua vitoriosa ressurreição e a promessa de sua volta para buscar aqueles que O confessaram durante a vida terrena.  Assim, a Igreja deve celebrar um memorial constante, a Ceia do SENHOR, e envolver todo seu ser e vida como um verdadeiro culto ao SENHOR: “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha… Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice” (I Coríntios 11:26). Lembre-se, também, de que a Igreja Primitiva celebrava a Ceia e não o nascimento de JESUS.

Crentes Rocha Eterna, sabemos que o natal é sem dúvida a maior celebração conjunta, e que “une” os povos de todo o mundo nesta época do ano. Negar tudo isso seria estupidez. Porém expressamente os exortamos que tudo isso nada tem a ver com DEUS, sua Palavra e a fé que professamos. Escolha entre o certo e o errado e tenha cuidado para que o seu coração não se desvie sutilmente, “e se não quiseres ouvir e fores seduzido para adorares outros deuses, e os servires, declara-te hoje que certamente perecerás” (Deuteronômio 30:14-20). Podemos optar pela obediência e pela vida, mas também nos é dada a liberdade para optarmos pela desobediência e pela morte! Faça sua escolha e não se engane.

Soli Deo Gloria!
Pr. Adolfo

FIQUE POR DENTRO!

Você conhece a origem e significado dos símbolos natalinos? Se não, fique por dentro de seus significados e não seja enganado.

  1. A árvore de Natal: era comum aos moradores da Europa Central ou da Escandinávia adorar árvores e, também, realizar sacrifícios ao deus Thor ao pé de alguma árvore bem frondosa. A Enciclopédia Barsa escreve: “A árvore de Natal é de origem germânica, datando do tempo de São Bonifácio (cerca de 800 d.C.). Foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin (deus germânico, demônio das tempestades, observações do autor), adorando-se uma árvore, em homenagem ao deus-menino“. Os presentes debaixo da árvore vieram a partir do século XIX, época em que a tradição chegou à Inglaterra, França Estados Unidos, Porto Rico. No século XX, tornou-se tradição na Espanha e na maioria da América Latina. Na comemoração atual de Natal, a árvore representa vida, paz e esperança. A Bíblia ensina-nos que JESUS é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6) e Ele não precisa de uma árvore para simbolizá-Lo. Isso é idolatria.
  2. O presépio: segundo a tradição, foi introduzido no século XIII por São Francisco de Assis para representar o cenário do nascimento de JESUS. Na Irlanda, as pessoas deixavam uma vela acesa na janela para iluminar o caminho do menino JESUS na véspera de Natal. A Bíblia ensina-nos que JESUS é a “Luz do mundo”, o Rei dos Reis e, hoje, Ele está ressurreto e assentado à direita do Pai. Celebramos a vitória de CRISTO e, não, seu nascimento.
  3. O “papai Noel” representa o bom velhinho que dá presentes às crianças no Natal. Sua história está ligada com a lenda de São Nicolau, bispo de Mira, na Ásia Menor, no século IV. Conta-se que na época do Natal, todos os anos, esse bispo costumava auxiliar os pobres e presentear as crianças enquanto dormiam. As renas que voam puxando o trenó e a entrada pela chaminé foram tradições criadas pelo professor de literatura grega de Nova Iorque, Clemente Clark Moore, que lançou em 1822 o poema “Uma visita de São Nicolau”. Os pais mentem ao dizer aos seus filhos que Papai Noel existe e que irá presenteá-los na noite de Natal. DEUS é verdade e não há Nele mentira. Porém o pai da mentira é o diabo (João 8:44). De quem você é filho?
  4. Velas e, atualmente, pisca-pisca ou luzes: presença marcante nos rituais de solstícios. Eram usados para manter vivo o “deus sol”. Pense: CRISTO precisaria de algo para manter-se vivo? Não há, também, nenhuma relação com o candelabro judaico, o Menorah. Na atual comemoração, as luzes representam CRISTO como a luz do Mundo.
  5. Guirlanda – também chamada de “coroa de natal”. Em grego é “stephano”, em latim “corona” e, geralmente, para os povos antigos eram consideradas memoriais de consagração. A maior parte dos deuses egípcios aparece com uma “guirlanda” na cabeça. Outras fontes dizem que eram uma prática da Roma Antiga para desejar saúde aos moradores de uma casa. Essa é uma prática supersticiosa ou de consagração a outros deuses e, como crentes, pertencemos somente ao SENHOR e é Ele quem nos guarde de todo o mal e nos abençoa (Salmos 91).

 

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